já que eu não conhecia nenhum deles e todos eles se conheciam e me conheciam também, antes mesmo de nos apresentarmos. Estavam á mesa, conversando sobre algum presidente cujo nome não me lembro mas que é o presidente do pais onde moro. Não me vem á mente se era mal ou bem que falavam mas na minha cabeça quando se junta bebida, mesa, 5 pessoas e um presidente que não é uma das 5 pessoas, imagino que se fala mal. Então falavam mal do presidente do meu país, que era também o país deles, e que tanto amavam, para ignorar que estivesse nas mãos de alguém tão desprezível, que era o presidente do meu país.
O presidente do meu país saiu certa manhã para uma reunião a fim de discutir o futuro da educação do meu país, um futuro que duraria 2 anos. Estava á mesa, bebendo os papéis em copos de vidro. Um homem velho vinha buscar os copos, parecia que lavava pois que os mesmos copos voltavam depois como se nunca se tivesse bebido algo neles. Algumas bocas gritavam muito e os vidros se rachavam. Se rachavam de qualquer maneira. Sempre que se tocava no assunto proibido, as pessoas em volta da mesa procuravam olhar sob os seus sapatos. Mas não estava nada ali. Ali tinha uma mulher.
A mulher voltou do trabalho, cansada, iludida, humilhada, com ares de melancolia e cheia de muito nada. Ela tinha um filho, mas não se lembrava. Se lembrou ao vê-lo no portão, gritando. A mãe se sentiu sozinha no mundo, mesmo a dois, ou a três, não há remédio pra essas coisas. A mãe se sentiu sozinha no mundo. Abriu o portão onde antes se encontrava uma criança, filha sua, mas que agora guarda apenas um pedaço de papel. E nesse papel há um mistério pra se desvendar. Mas é tarde. Eu vou pra casa.
A casa não era antiga. Nem possuia grande valor. Ninguem se interessou por ela. Nem mesmo as cinco moças que nela moravam. Não tinham interesse, tinham necessidade e vontade de voar e serem felizes e foi aí que a casa veio, sem dar tudo de si, mas condicionalmente se dar. O tempo, me lembro, era como é hoje, mas um pouco mais claro, porque, me lembro, o rosto de uma das garotas estava demasiado iluminado, não por uma luz de tungstênio mas por uma luz que vinha de cima e dos lados e olhe só de baixo também, e era verde. Não porque eu via verde, mas porque alguém disse "a luz é verde".
Desceram as escadas duas garotas para cuidar do gato ferido que haviam guardado no armário, um animal de beleza rara, que seduzia, e que marcava, e que lá estava pronto para ser acariciado. Quando as garotas acariciavam esse gato, ele emitia um som de máquina. Não de uma máquina mas de todas as máquinas do mundo, inclusive aquelas que ninguem de nós vê. Exceto o presidente do meu país.
Um homem vestindo um uniforme com uma caixa sob os braços retirou os fios dali e o discurso continou, aliás, desse modo é que todos desceram a rua.
Você estava daquele lado, antes da pausa, mas quando continuei, você não estava mais ali. Agora gostaria muito de saber onde poderia te encontrar. As pessoas ficam bravas quando são deixadas a falar com as paredes. As paredes se entediam. No fim não é bom desaparecer. É sempre bom estar onde se estava antes.
Os rapazes passavam maravilhados enquanto o vento balançava seus cabelos, ruivos, louros, esverdeados, marrons, cor de luxúria. Os carros não se moviam. Tudo era respeito e o céu impôs isso.
Atrás dele se percebia um pequeno motim grande motim, e atrás do motim uma senhora que conversava sozinha. Fomos até lá e observamos. Ela tinha olhos fundos porque todos têm olhos fundos, e dizia em claras palavras "nada precisa ser dito". Lembro que um dos que estavam ao meu lado (eu poderia dizer hoje que era uma garota mas não estaria me traindo se dissesse que eu mesmo era uma garota e que um garoto estava do meu lado), pois então, lembro que um dos que estavam ao meu lado sussurrou umas coisas doces e a situação toda me foi propícia ao choro e as emoções constrangedoras, eu disfarço muitas delas todos os dias tanto que sinto nojo quando alguém me chama de flor, mas nesse dia alguém poderia me chamar de flor que eu estaria lá com algum sorriso falso no rosto. Foi questão de segundos para que estivessemos tomando um chá. Numa mesa muito redonda, mas me vem umas pontas, não posso dizer se eu estava por ali, talvez me tenham contado, no entanto, as gargalhadas foram bem altas.
Eu estava disposto a