sábado, 23 de novembro de 2013
teve um dia que eu percebi o que não pode
é claro agora. A divisão, a separação. O inferno de dentro, com o seu senhor convicto de dentro entoando uma canção alegre com o inferno de fora e seu senhor convicto de fora. A mentira de fora como água negra entrando pelas vias que leva até a fonte primeira. Fonte inesgotável. Fonte impertinente. A sujeira de dentro saindo pelas mesmas vias, o homem viu e pôde escolher, a vazão ou a represa. Na represa, a morte, deitada sobre as águas, seu sangue são as águas. Tudo é afogado. Desde o primeiro minuto. Quem se afoga na morte jamais morre de fato. O ouro no fundo da terra, o suor da busca. O homem só é homem quando busca o ouro. O homem só é homem quando encontra o ouro. O homem só é homem quando rejeita o ouro. Aquele que jamais segurou o poder nas mãos, embriagado pela forma que toma as mãos, aquele que embriagado pela renúncia ou pela ira se deita no próprio nascimento enquanto contempla a própria destruição. O que existe de horizontal no contato e que aspira a verticalização. O homem sabe.